Um lançamento é um lançamento, um canto é um canto

Ontem houve um erro num lançamento do Sporting (que tinha um pé dentro de campo), o ano passado houve um erro num canto do Benfica (que devia ter sido pontapé de baliza). Ambos os lances deram golo.

Para mim são ambos erros de importância reduzida, que não merecem grande discussão. A importância de um erro num canto ou num lançamento não é maior ou menor conforme se resulta em golo ou não.

Depois a incoerência e o alarido que se faz por causa destes erros sem grande importância (especialmente nas redes sociais). Não se pode ficar calado num dos lances e depois fazer um estardalhaço por causa do outro.

Sporting e os grandes

Este fim-de-semana o Sporting perdeu pontos. Se normalmente isso era motivo de satisfação para mim, desta vez (e já há algum tempo, diga-se) não me provocou grande reacção. Mesmo estando ainda no início do campeonato, mesmo o Benfica ter poucos mais pontos. Ser o Sporting ou a Naval 1º de Maio a perder pontos, para mim e neste momento, sabe ao mesmo.

Digo isto sem ironia, tenho pena que assim seja. O Sporting sempre foi o grande rival do Benfica e eram esses jogos que mais gosto davam em ganhar. Ainda não ponho o Sporting fora dos três grandes, mas já faltou mais.

Sá Pinto

O episódio com o Artur Jorge era só isso. Um episódio. Ninguém julgava que Sá Pinto fosse um “paz d’alma” mas fora do campo era a única atitude violenta que se conhecia (ou, pelo menos, de que eu me lembro). Podia, até agora, ser apenas um momento de irreflexão. Agora, esta cena da batatada com o Liedson vem confirmar uma tendência. Vem confirmar que Sá Pinto é um gajo fodido p’rá porrada.

Pareceu-me, logo na altura em que ouvi a notícia, que isto não podia ser só por causa do lance do golo do Mafra. Tinha que haver já uma antipatia entre os jogadores e o director desportivo. Uma notícia do Record parece agora confirmar isso mesmo.

Isto vem apenas mostrar que para ser um bom director desportivo não basta ter um curso. São necessárias, principalmente, “soft skills” e aí o Sá Pinto parece deixar muito a desejar.

Duas notas finais. Uma para Liedson que apesar de ter alguma responsabilidade tem a grande atenuante de ter que ser ele a aturar o Sá Pinto. Outra para a facilidade com que os pormenores do evento terem saído para os jornais. Apesar de ser impossível esconder uma coisa destas, foi simples demais para os jornais saberem o que se passou.

Sobre a final da Taça da Liga

Estou obviamente satisfeito com a vitória na Taça da Liga. É claro que não gosto de erros de arbitragem. Sejam eles a beneficiar o Benfica, como foi o caso do penalty, sejam a prejudicar (que não são nada escassos). Não há é paciência para as damas ofendidas do Sporting. A algazarra que eles fazem quando são prejudicados!

Tenho pena que a esta hora só se fale de arbitragem e não se discuta aquilo que se devia estar a discutir, o jogo de futebol. Mais ainda, tenho pena que não se aproveite para discutir os problemas de fundo da arbitragem e isto tudo se resuma à choradeira exagerada de um clube acerca de um árbitro que toda a gente (e em particular os benfiquistas) já percebeu que é incompetente.

Deixo aqui também, para acabar, a visão de Pedro Ribeiro sobre o assunto, no À Lei da Bola, que me parece bem esgalhada.

Antevisão da final da Taça da Liga

A Taça da Liga tem um formato parvo. Não tem de longe o prestígio que têm o Campeonato e a Taça de Portugal. Tem uns regulamentos que são uma lástima.

É, contudo, uma competição em que estavam inscritos à partida os principais rivais do Benfica. Apesar de tudo o que se diz sobre clubes-empresa, o principal negócio do Benfica é competir com os rivais (seja no futebol seja noutras modalidades), e é por isso que a final de hoje contra o Sporting, e especialmente por ser contra o Sporting, é um jogo importante.

Queria dizer isto antes do jogo para não ser acusado de analisar a competição só depois de saber o resultado final. Repito, o jogo é importante e é para ganhar.

PS: Sobre a situação de Quique Flores em caso de derrota ou vitória, a minha posição é clara. O que o Benfica tem feito nos último anos, despedir treinadores (e mudar de estratégia) ao primeiro sinal de dificuldades,  já se viu que não dá resultado. Quique Flores e Rui Costa devem continuar, na próxima época, o trabalho que iniciaram nesta.

Peseiro

Obviamente que desejo que Peseiro fique muito tempo ao comando do Sporting, mas isso não me impede de achar muito estranho que ele ainda lá continue. E mais estranho que a SAD leonina não o despedir é Peseiro ainda não ter colocado o seu lugar à disposição, o que só mostra que o treinador do Sporting vive, neste momento, num mundo de ilusão.