Trapalhada

Estava-se mesmo a ver que antecipar as eleições ia dar merda. O grande culpado desta situação é Luís Filipe Vieira, se as eleições fossem em Outubro, como deviam ter sido, nada disto se estava a passar. Parece-me também que isto ainda está longe de chegar ao fim. E quem é o principal prejudicado com isto tudo? O Benfica.

Eleitoralismo no Benfica

Não há nenhuma razão para haver eleições antecipadas no Benfica. Esta demissão em bloco não é mais que Luís Filipe Vieira a agarrar-se à presidência do Benfica. Não quero agora discutir se Luís Filipe Vieira merece ou não continuar à frente do Benfica, não é essa a questão.

Antecipar eleições para o início de Julho só tem uma função, diminuir as possibilidades do aparecimento de alternativas credíveis à presidência do Benfica. Neste momento há apenas um candidato assumido, Bruno Carvalho. Uma candidatura que além de aparentar ser controlada por pessoas ligadas ao FC Porto, é pouco mais que uma anedota e que poucas hipóteses tem. Veremos se até 22 de Junho há tempo para aparecerem candidaturas sérias e capazes.

Esta jogada de Luís Filipe Vieira é uma afronta à tradição democrática de que o Benfica se orgulha.

Nova época

Estou optimista em relação à nova época do Benfica e a principal razão para isso chama-se Rui Costa. Primeiro porque a entrada de Rui Costa para o cargo de director desportivo significa o fim da quase catastrófica gestão desportiva levada a cabo por Luís Filipe Vieira em particular na época passada. Segundo porque nós conhecemos Rui Costa, sabemos que o que ele quer para o Benfica é o mesmo que todos os benfiquistas querem e por isso mesmo é merecedor de toda a confiança, confiança que Rui Costa construiu durante toda a sua carreira como jogador e como benfiquista.

É claro que o sucesso não se faz só de intenções mas, para já, estou plenamente convencido que estamos no bom caminho.

Santos out, Camacho in

Desde hoje que Fernando Santos já não é treinador do Benfica. Uma decisão que praticamente toda a gente parece concordar que é correcta mas tardia e que devia ter sido tomada logo no fim da época passada, e parece-me que quanto a isto não há muito mais a dizer.

Para o lugar de Santos entra José António Camacho, que não é nenhum salvador da pátria mas que parece ser o homem indicado dada a situação do Benfica, que além de treinador deverá desempenhar também as funções de homem forte do futebol, coisa que neste momento parece fazer falta já que Luís Filipe Vieira não tem, ou não aparenta ter, capacidade para esse trabalho.

Falta, agora, ver qual o efeito que Camacho vai ter no plantel e no futebol jogado principalmente nos jogos com o Guimarães e com o Copenhaga que se afiguram muito importantes.

Dia difícil

Há dias em que custa ser Benfiquista. Começa o dia com uma entrevista de Tiago a deitar abaixo Veiga e Vieira. Depois, à tarde, acaba de maneira abrupta o namoro (parece que chegou mesmo a ser noivado) entre Scolari e Benfica.

Duas situações, uma provocada por uma guerra de empresários outra por uma notícia fora de tempo do Expresso (mesmo grupo da SIC, coincidência?). Duas situações que causam muitos transtornos ao Benfica (já para não falar da Selecção Nacional).

O Benfica tarda em perceber que se tem que afastar destas duas entidades, empresários e imprensa, para passar a ter uma vida descansada e uma equipa vencedora.