Xuta, cão!

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Benfica

Campeões 2009/2010!

Foi um campeonato realmente fantástico. De longe, a melhor equipa. É um privilégio ser benfiquista. Campeões!!

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Grande passo em frente

Ontem o Benfica deu um grande passo em direcção ao título mostrando que é a equipa mais forte deste campeonato. Ainda faltam alguns jogos complicados e nas contas do campeonato faltam, no máximo, 4 vitórias e 1 empate mas basta o Benfica continuar a jogar como tem jogado até agora e o campeonato não foge.

Esta vantagem dá até um bocado mais de folga para encarar a eliminatória da Liga Europa. Como diz o outro, por a carne toda no assador.

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Falta de concentração

O Benfica tem vindo a fazer algumas exibições menos conseguidas nos últimos jogos. Hoje contra o Hertha, mais uma. Aliada a alguma falta de frescura física, há muita falta de concentração. Na construção de jogo (muitos passes errados) mas não só. Veja-se que os dois últimos empates cedidos são à conta de auto-golos.

Este “descanso” no fim-de-semana vem em boa hora. Para recuperar pernas e cabeças.

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Continua a campanha

Não é que ainda me espante, mas a campanha que se faz depois de cada jogo do Benfica é qualquer coisa de inacreditável. Só revela que o Benfica está forte e que os adversários não têm mais argumentos senão a irracionalidade do seu discurso.

Desta vez, a maior crítica que se faz ao jogo Marítimo - Benfica é, imagine-se, o árbitro ter cumprido as regras do jogo. Como está escrito nas regras do jogo:

Um jogador, um suplente ou um jogador que tenha sido substituído deve ser expulso do terreno de jogo (cartão vermelho) quando cometa uma das sete faltas seguintes:

(…)

  • usar linguagem ou gestos ofensivos, injuriosos e/ou grosseiros

(…)

Qual é a dúvida?

Está bem que não sabemos ao certo o que o Olberdam disse (e é por isso que defendo que os relatórios dos árbitros deviam ser públicos) mas, para provocar uma reacção tão imediata no árbitro, coisa boa não deve ter sido.

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Trapalhada

Estava-se mesmo a ver que antecipar as eleições ia dar merda. O grande culpado desta situação é Luís Filipe Vieira, se as eleições fossem em Outubro, como deviam ter sido, nada disto se estava a passar. Parece-me também que isto ainda está longe de chegar ao fim. E quem é o principal prejudicado com isto tudo? O Benfica.

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Eleitoralismo no Benfica

Não há nenhuma razão para haver eleições antecipadas no Benfica. Esta demissão em bloco não é mais que Luís Filipe Vieira a agarrar-se à presidência do Benfica. Não quero agora discutir se Luís Filipe Vieira merece ou não continuar à frente do Benfica, não é essa a questão.

Antecipar eleições para o início de Julho só tem uma função, diminuir as possibilidades do aparecimento de alternativas credíveis à presidência do Benfica. Neste momento há apenas um candidato assumido, Bruno Carvalho. Uma candidatura que além de aparentar ser controlada por pessoas ligadas ao FC Porto, é pouco mais que uma anedota e que poucas hipóteses tem. Veremos se até 22 de Junho há tempo para aparecerem candidaturas sérias e capazes.

Esta jogada de Luís Filipe Vieira é uma afronta à tradição democrática de que o Benfica se orgulha.

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Quique, deve ir ou ficar?

Já aqui defendi a continuidade de Quique Flores como treinador do Benfica mas o homem parece apostado em não me dar razão.

Neste momento há dois grandes argumentos, um a favor e outro contra a continuidade do espanhol. O Benfica precisa de estabilidade no seu projecto desportivo, é certo, mas por outro lado o futebol apresentado por esta altura já devia ser bem melhor ou, pelo menos, mostrar alguma evolução em relação ao início da época.

Eu, a cada derrota mais inclinado fico para a tentativa de manter a estabilidade despedindo Quique Flores. A questão é, será isto possível? Será que a equipa pode evoluir (em oposição a começar tudo de novo, outra vez) mudando de treinador?

É fundamental que a base do plantel seja a mesma deste ano. Ir buscar jogadores apenas para as posições mais debilitadas (lista de compras, dois laterais e um extremo direito) e depois disto apenas substituir os jogadores que não conseguirmos mesmo segurar. Um novo treinador terá que trabalhar com um plantel construído nestas condições. Além disso Rui Costa deve continuar como director desportivo, independentemente de quem for o presidente.

Se for assim, venha outro treinador. Um melhor que este! O que, à partida, desqualifica logo Scolari (devem mas é estar a gozar!).

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Sobre a final da Taça da Liga

Estou obviamente satisfeito com a vitória na Taça da Liga. É claro que não gosto de erros de arbitragem. Sejam eles a beneficiar o Benfica, como foi o caso do penalty, sejam a prejudicar (que não são nada escassos). Não há é paciência para as damas ofendidas do Sporting. A algazarra que eles fazem quando são prejudicados!

Tenho pena que a esta hora só se fale de arbitragem e não se discuta aquilo que se devia estar a discutir, o jogo de futebol. Mais ainda, tenho pena que não se aproveite para discutir os problemas de fundo da arbitragem e isto tudo se resuma à choradeira exagerada de um clube acerca de um árbitro que toda a gente (e em particular os benfiquistas) já percebeu que é incompetente.

Deixo aqui também, para acabar, a visão de Pedro Ribeiro sobre o assunto, no À Lei da Bola, que me parece bem esgalhada.

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Antevisão da final da Taça da Liga

A Taça da Liga tem um formato parvo. Não tem de longe o prestígio que têm o Campeonato e a Taça de Portugal. Tem uns regulamentos que são uma lástima.

É, contudo, uma competição em que estavam inscritos à partida os principais rivais do Benfica. Apesar de tudo o que se diz sobre clubes-empresa, o principal negócio do Benfica é competir com os rivais (seja no futebol seja noutras modalidades), e é por isso que a final de hoje contra o Sporting, e especialmente por ser contra o Sporting, é um jogo importante.

Queria dizer isto antes do jogo para não ser acusado de analisar a competição só depois de saber o resultado final. Repito, o jogo é importante e é para ganhar.

PS: Sobre a situação de Quique Flores em caso de derrota ou vitória, a minha posição é clara. O que o Benfica tem feito nos último anos, despedir treinadores (e mudar de estratégia) ao primeiro sinal de dificuldades,  já se viu que não dá resultado. Quique Flores e Rui Costa devem continuar, na próxima época, o trabalho que iniciaram nesta.

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À atenção do Sr. Pedro Henriques

Para que não hajam dúvidas em relação à arbitragem do Sr. Pedro Henriques no jogo de ontem entre o Benfica e o Nacional. Começa pela dualidade de critérios, já que quando a bola toca no braço do jogador do Nacional o árbitro deixou seguir mas quando a bola toca na mão do jogador do Benfica, aí sim, já é falta.

httpv://www.youtube.com/watch?v=CgK81duwhFw

Mas a situação fica ainda mais ridícula quando o árbitro faz declarações à imprensa (por exemplo na SIC, logo no início do Primeiro Jornal) dizendo que é falta independentemente de a acção ser deliberada ou não. Escolha curiosa de palavras dado que a lei 12 do futebol (faltas e incorrecções) diz o seguinte (o bold é meu):

(…)

Um pontapé livre directo será igualmente concedido à equipa adversária do jogador que cometa uma das três faltas seguintes:

  • agarrar um adversário
  • cuspir sobre um adversário
  • tocar deliberadamente a bola com as mãos (excepto o guarda-redes dentro da sua própria área de grande penalidade)

Diz ainda na secção “Interpretração das leis do jogo e linhas orientadoras para árbitros”:

Tocar a bola com as mãos implica um acto deliberado em que o jogador toma contacto com a bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios:

  • o movimento da mão na direcção da bola (e não a bola na direcção da mão);
  • a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada); 
  • a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infracção;

(…)

Penso que não ficam dúvidas em relação ao lance em causa. Golo limpo que devia ter sido validado.

Depois há ainda a questão da expulsão do Nuno Gomes já no túnel de acesso aos balneários. Ainda na lei 12 é dito o seguinte:

O árbitro tem autoridade para aplicar sanções disciplinares, desde o momento que entra no terreno de jogo até que saia após o apito final. 

Ora bem, se o árbitro já tinha apitado para o fim do jogo e se já tinha saído do campo então não tinha autoridade para expulsar mais ninguém. Penso que também não deixa dúvidas.

Nota: As citações são retiradas do documento “Livro das Leis de Jogo 2008″ presente no site da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (mesmo da toca do lobo, portanto).

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