Não surpreende

Mais uma campanha da Liga dos Campeões falhada. Na era Jesus, são 4 em 5, e por isso, infelizmente, já não surpreende.

Nas últimas épocas apresentámos plantéis mais fortes em grupos mais acessíveis. Este ano, com um plantel mais fraco e num grupo bastante mais competitivo, seria complicado fazer melhor.

Sendo também verdade que, independentemente da qualidade dos adversários, as exibições foram, no geral, fracas.

Fica o lado perverso desta eliminação permitir concentrar forças no campeonato. Não saindo ninguém em Janeiro e com o regresso dos lesionados, esta equipa é, mesmo assim, suficiente para consumo interno.

É fundamental ganhar o bi-campeonato.

Parecemos uns meninos

O discurso não serve de nada quando dentro do campo parecemos uns meninos a jogar. Mais uma vez, uma perda de bola a meio campo resultou num golo sofrido e depois, juntando-lhe uma expulsão desnecessária, num jogo perdido.

Claro que também faltou meio-campo. Ter Aimar e Carlos Martins pode ser interessante para jogos do campeonato mas a este nível pede-se mais capacidade de segurar o adversário.

As contas ainda não estão muito complicadas, já que agora os jogos contra os candidatos à passagem são no Estádio da Luz, mas sem aumentar os níveis de jogo e de concentração não vai dar. Passamos para o Liga Europa e já não nos podemos queixar muito.

“Venha o Barcelona”… e veio

Desde que me apercebi que a passagem aos quartos de final estava segura a minha ideia, que partilhei com quem estava a ver o jogo, era, “Venha o Barcelona”. Afinal, é contra a grandes equipas que se fazem os grandes jogos e em que se escrevem a maiores páginas da história.

Hoje as bolinhas fizeram-me a vontade e só foi pena que mais uma vez o segundo jogo, e resolução da eliminatória, seja no campo do adversário. Obviamente que o Barcelona é claramente favorito, mas nesta altura da competição tudo pode acontecer e a esperança é a última a morrer.

Igualmente curioso, para mim, é que depois do Benfica jogar com o Liverpool que é a minha equipa favorita em Inglaterra o próximo adversário seja a minha equipa preferida em Espanha, e ainda existe a possibilidade de se jogar a meia-final com o AC Milan que é, já adivinharam, a equipa que prefiro no campeonato italiano. Claro que nestas alturas essas simpatias são esquecidas e sou 200% Benfica.

Eu acredito.

Venha o Diabo e Escolha

Juventus, Arsenal, Barcelona, AC Milan, Lyon, Liverpool e Inter. Com adversários deste calibre nem vale a pena estar a escolher. Não vai ser uma eliminatória fácil qualquer que seja o oponente ditado pelo sorteio de amanhã. Mas quem derrota o Manchester United da maneira como o Benfica derrotou não tem razões para ter medo de nenhuma equipa, por isso que venha Juventus, Barcelona ou Milan que cá estaremos para lhe tratar da saúde.

Champions League

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Que grande final! A minha equipa italiana preferida de um lado, a minha equipa inglesa preferida de outro. Talvez pelo seu estatuto de “underdog” eu preferisse uma vitória do Liverpool. Mas também não me importaria se a vitória sorrisse ao Milão e a Rui Costa.

Depois um hino ao futebol. 45 minutos para cada equipa mostrar o melhor que sabe fazer. Poucos acreditariam que depois de o AC Milan chegar ao intervalo a vencer por 3-0 (excelente o golo de Crespo) o Liverpool ainda chegaria ao empate e levaria o desempate para os penaltis.

Nos penaltys foi a vez de Dudek, com a sua “dança” em cima da linha final (apesar de em dois penaltys que defendeu ter saído da linha final antes de o adversário tocar na bola), entregar a taça ao Liverpool, vinte anos depois.