Europeu a 24

O problema de ter um Europeu com 24 equipas não é o de ter equipas teoricamente mais fracas a participar. Algumas dessas equipas até podem vir a ser revelações. Ou, no mínimo, haver um jogo ou outro mais desequilibrado e com mais golos. A malta gosta sempre de ver golos!

O problema é que a fase de grupos perde algum interesse. Das 24 equipas, 16, dois terços, vão passar à fase seguinte. São muitos jogos só para eliminar 8 equipas.

Um lançamento é um lançamento, um canto é um canto

Ontem houve um erro num lançamento do Sporting (que tinha um pé dentro de campo), o ano passado houve um erro num canto do Benfica (que devia ter sido pontapé de baliza). Ambos os lances deram golo.

Para mim são ambos erros de importância reduzida, que não merecem grande discussão. A importância de um erro num canto ou num lançamento não é maior ou menor conforme se resulta em golo ou não.

Depois a incoerência e o alarido que se faz por causa destes erros sem grande importância (especialmente nas redes sociais). Não se pode ficar calado num dos lances e depois fazer um estardalhaço por causa do outro.

Notas sobre a Supertaça 2015

Estou a escrever este post às 10h de segunda-feira. Espero que, nesta altura, Rui Vitória esteja já no Seixal a decidir uma ideia de jogo para o Benfica. Porque ontem viu-se que ainda não a tem.

Percebo que se esteja a tentar manter o 4-4-2 do Jorge Jesus para não fazer mudanças bruscas. Mas acho que é um erro andar no limbo entre uma táctica e outra.

Apesar de todo o alarido que se fez por causa do Jorge Jesus, uma Supertaça é só uma Supertaça. É um título, claro, mas o menos importante da época.

Rui Vitória bem ao deixar o Jorge Jesus a falar sozinho.

Apesar do mau início (pré-época e Supertaça) ainda é muito cedo para conclusões. Não vejo razões nenhumas para deixar já de ter confiança no treinador do Benfica.

Na época passada deu para ver que Talisca não tem capacidade para jogar a 8. Agora, estou convencido que nem a 8, nem a 10, nem em nenhuma posição em que seja preciso ter a bola nos pés e decidir o que fazer com ela. A única posição em que pode jogar e onde rende é a segundo avançado, mas aí o lugar é de Jonas. Para já, banco.

Triplo castigo

Depois de intenso debate, acreditamos que o triplo castigo é demasiado e que seria conveniente eliminar o jogo de suspensão que atualmente faz parte do Código Disciplinar da FIFA

– International Board

É um bocado esquisito porque passam a haver dois tipos de cartões vermelhos. Uns que dão suspensão e outros que não. E se for uma falta sobre um jogador isolado mas ainda fora da área? Há vermelho mas não há suspensão na mesma?

Acho que fazia mais sentido reduzir o cartão vermelho para cartão amarelo. Um penalty já é uma boa recompensa para a equipa que sofre a falta. Até se podia pensar em dar penalty para todas as faltas que fossem situações claras de golo (vulgo jogador isolado à frente do guarda-redes), mesmo que fossem ainda fora da área.

E os vermelhos ficavam principalmente para comportamentos anti-desportivos (jogo perigoso, agressões…).

Não surpreende

Mais uma campanha da Liga dos Campeões falhada. Na era Jesus, são 4 em 5, e por isso, infelizmente, já não surpreende.

Nas últimas épocas apresentámos plantéis mais fortes em grupos mais acessíveis. Este ano, com um plantel mais fraco e num grupo bastante mais competitivo, seria complicado fazer melhor.

Sendo também verdade que, independentemente da qualidade dos adversários, as exibições foram, no geral, fracas.

Fica o lado perverso desta eliminação permitir concentrar forças no campeonato. Não saindo ninguém em Janeiro e com o regresso dos lesionados, esta equipa é, mesmo assim, suficiente para consumo interno.

É fundamental ganhar o bi-campeonato.

O Mundial que não devia ser

Este Mundial, provavelmente, não se devia realizar no Brasil. Os protestos, legítimos, dos brasileiros lembram-nos que o dinheiro gasto no Mundial faz muita falta em outras áreas, como educação e saúde.

Tal como John Oliver, na sua excelente exposição da corrupção na FIFA e dos problemas de ter o Mundial no Brasil, estou dividido. Sei que tudo isto tem um custo muito alto. Em termos monetários mas especialmente em termos sociais. E, apesar disso, quando começar o primeiro jogo vou estar sentado à frente da televisão como normalmente.

Vou provavelmente gostar do Mundial, não vou gostar da sensação de o fazer.

 

Podem seguir os meus comentários sobre o Mundial aqui no blog e na página do Xuta, cão! no Google+.

Mais vale agora do que na final

Antes de mais, já garantimos que vamos jogar no estádio da final.

É o adversário mais complicado e, com a segunda mão fora, é a eliminatória mais difícil que podia sair. Mesmo assim penso que era preferível apanhar a Juventus agora, sendo que metade da eliminatória sempre é em casa, do que depois ir jogar a final “fora”.

O calendário do Benfica não é muito desfavorável. A primeira mão é já depois do jogo com o Olhanense, o que quer dizer que o Benfica pode garantir o campeonato primeiro (e tem a obrigação de o fazer) para depois poder ir na máxima força contra a Juventus. Não há jogo para o campeonato no fim-se-semana entre as duas mãos, se houver algum jogo é para a Taça da Liga (era a data da final mas não sei como isso está), dá sempre para descansar jogadores.

Eles podem ser favoritos, mas um Benfica na máxima força pode muito bem ganhar isto.